Julgamento histórico

Já nas proximidades do VI Domingo que inaugura a última semana da Páscoa e sendo esta a nossa 21ª coluna (ainda vejo a maioridade, embora que adquirida aos 18 anos, se plenificando aos 21), tratarei nessa semana de um dos temas mais discutidos tanto no mundo religioso quanto no jurídico, o julgamento de Jesus.

Injustiça. Do latim injustitia retrata situação em que não há justiça; iniquidade. É ação e/ou comportamento oposto à justiça. Neste rápido espaço fica difícil a abordagem do tema a que nos propomos, mas, lançaremos as ideias.

Jerusalém e o Império Romano. “Nos reinados de Cezar e de Marcus Aurelius, Roma era o centro do mundo de então, a águia Romana voava alto, sem limites e horizontes”, é o que diz o Prof. Dr. José Cardinalli. A ocupação de Jerusalém data de 63 antes de Cristo. À diferença de outras, a Cidade dos Profetas resistiu em aceitar o domínio romano, de modo que surgiram então dois foros judiciais, digamos assim. O Romano, representados por um governador em Jerusalém e um rei na Judeia, responsáveis pela lei romana e, ainda, o Sinédrio, composto por 71 membros, responsável pela aplicação da lei judaica.

Jesus, de Nazaré. Por volta do ano 33 da era cristã, retornava a Jerusalém, Jesus de Nazaré, na Galileia de então. De tão importante Jesus dividiu a História em antes e depois d’Ele. Ele se anunciou o filho de Deus e em sua passagem pela Terra Santa fez curas, realizou milagres, contrariou alguns costumes e levou a todos uma mensagem de paz. Isso fez com o que os representantes de Deus, membros do sinédrio, então ditos sacerdotes do templo, mirassem Jesus e O acompanhassem de perto, a ponto de prendê-lo e levá-lo a julgamento. No Sinédrio, eles alegaram que não se tratava apenas de crime religioso, o de blasfêmia, mas,crime contra o Império Romano e queriam para Ele uma sentença exemplar, a de crucificação, que fugia da competência deles.

Pilatos e os “julgamentos. Então o Sinédrio decidiu levar Jesus ao Governador Romano, Pilatos. Este não encontrou razões para condenar Jesus e por ser Ele nazareno, enviou-O ao rei Herodes, que O devolveu sem nada realizar. Além de outros erros jurídicos, aí encontra-se uma enorme falha processual, à luz do Direito Romano: nessa situação, tendo passado por dois julgadores, o réu seria inocentado, mas, Pilatos, para agradar à maioria, lavou as mãos e condenou Jesus à cruz. Isto retrata a iniquidade do julgador e faz de Jesus o maior injustiçado da História, razão porque temos o crucificado nas sedes dos tribunais de justiça, para lembrar-nos que tal injustiça nunca mais deva se repetir.

 

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