Temas Cotidianos

Parnaíba: Capital do Delta!

“Oh Parnaíba,/ Teu nome exprime/ Em nosso peito/ Ardor sublime”, este trecho é do Hino da Cidade de Parnaíba. Estávamos no Auditório Núcleo de Cinema e Experimentação Cênica Edméa Ferraz, no Sesc Caixeral, no centro histórico de Parnaíba. O objetivo era o lançamento do livro, muito bom livro, “Alicerce: História de Edméa e Ferraz Filho”, de autoria do Acadêmico Fernando Ferraz, neto do casal. A solenidade, sob a responsabilidade formal da Academia Parnaibana de Letras, foi aberta pelo Presidente da Academia, Acadêmico José Luiz de Carvalho, com a secretaria do Acadêmico Antonio Gallas Pimentel. Na hora da execução do Hino Municipal houve um pequeno problema no som, depois solucionado, e uma das Acadêmicas presentes, propôs: “Cantemos a capela”, e para surpresa minha, com minha exceção que não conhecia o Hino, os cerca de 180 participantes daquele brilhante evento começaram a cantar, demonstrando o conhecimento e amor daquele povo à sua terra. Este ato me deixou deveras tocado.

Parnaíba foi a primeira Vila do Norte do Brasil, considerando a divisão geográfica da época do Império Brasileiro, no dia 19/10/1822, a aderir à independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I. Por este gesto de coragem e amor à Pátria, me dizia o Prefeito Mão Santa (orador eloquente, cuja atuação na Tribuna do Senado Federal, com seu alerta “Atentai bem” ou quando chamava a atenção de um ex-presidente, é sempre lembrada), Parnaíba foi agraciada pelo Imperador Dom Pedro I, com o título de “A Metrópole das Províncias do Norte”. Cerca de 22 anos depois, em 14/08/1844, a Vila foi elevada à categoria de Cidade.

Voltando ao livro de Ferraz, o apresentador da obra foi o Acadêmico Roberto Cajubá, que teceu belas considerações sobre o autor, o livro e os biografados Edméa Memória Ferraz e Raimundo Ferraz Filho. Ela nascida em Sobral, batizada em Guaraciaba do Norte, de onde foi para o Colégio Santa Cecília, em Fortaleza, saindo professora diplomada e, sob a responsabilidade de sua tia Lourdes Memória, passou a residir em Parnaíba. Ali conheceu Raimundo Ferraz Filho, natural de Oeiras. Os dois se uniram pelos laços do matrimônio, formaram família e deram grande e visível contribuição às áreas educacional, social, comercial, cultural e artística da já querida por mim, Capital do Delta, Parnaíba. Sugeri ao Prefeito Mão Santa que, para coroar a ação deste casal na Cidade de Parnaíba, fosse concedido a eles, depois de aprovação pela Câmara, do título póstumo de Cidadania Parnaibana. E, talvez até inovando, fosse a concessão numa mesma Lei, com Diploma único. Acredito que o Senhor Prefeito, acadêmico da Academia Parnaibana e que teve por primeira Professora a Dona Edméa, analisará, com muito carinho essa sugestão.

Falando em Academia Parnaibana, agradeço aos acadêmicos a honra de ter me tornado o terceiro Sócio Correspondente daquela egrégia Academia. Fiquei muito honrado de receber o Diploma das mãos do Presidente José Luiz, do Acadêmico Ferraz e do Prefeito Mão Santa que na oportunidade, convidou-me para as solenidades comemorativas do aniversário do Município quando, por ideia e sugestão dele, me será outorgada a Medalha do Mérito Municipal de Parnaíba e retornarei, com muito gosto, àquela Cidade que me conquistou à primeira vista!

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