Infecção causada pelo vírus influenza A (H1N1), conhecida como gripe A

 

Prof. Vicente Pinto - Copia

A influenza ou gripe causada pelo vírus H1N1 é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. A influenza pode manifestar-se por meio de surtos anuais de magnitude, gravidade e extensão variáveis. Em regiões com clima tropical, as epidemias são frequentes e costumam ocorrer, principalmente, nos meses de chuva, geralmente entre novembro e maio.

A transmissão costuma ocorrer entre as pessoas infectadas e, classicamente, o quadro clínico tem início abrupto, com febre superior a 38ºC, tosse seca, dor de garganta, mialgia, cefaleia e prostração. A doença costuma apresentar evolução autolimitada, de poucos dias (habitualmente 5 a oito dias). Esse tipo de evolução da doença (sem complicações) é denominada de Síndrome Gripal (SG). Contudo, há casos da doença que podem resultar em Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), caracterizada por dispneia (falta de ar), com necessidade de hospitalização.

Em geral, devem ser considerados condições e fatores de risco para complicações da infecção causada por H1N1: Pessoas Imunodeprimidas – indivíduos transplantados, pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso de medicação imunossupressora; Portadores de Condições Crônicas – por exemplo, hemoglobinopatia, problemas cardiovasculares, pneumopatias, insuficiência hepática, doenças renais crônicas, doenças neurológicas, doenças metabólicas (diabetes mellitus e obesidade grau III, ou seja, com Índice de Massa Corporal maior ou igual a 40); Crianças menores de 2 anos e idosos acima de 60 anos; Gestantes e puéperas (independente da idade gestacional); Doença genética (Síndrome de Down) e Indígenas (população aldeada).

O modo de transmissão mais comum do vírus H1N1 é por via direta (pessoa a pessoa), no qual pequenas gotículas de aerossol são expelidas pelo individuo infectado com o vírus da influenza, ao falar, espirrar e/ou tossir. Uma vez infectado, o indivíduo pode transmitir a doença por cerca de 7 dias, (2 dias antes ate 5 dias apos o início dos sintomas). Em crianças menores de 12 anos e pacientes imunodeprimidos, a transmissão pode se estender por até 14 dias.

De janeiro a 26 de março deste ano, no Brasil, foram registrados 444 casos de SRAG provocada pela influenza H1N1. O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta ainda que a doença já provocou a morte de pelo menos 71 pessoas em todo o país.

Os dados mostram que o Sudeste concentra o maior número de casos (379), sendo 372 no estado de São Paulo. Em seguida aparecem Santa Catarina (22); Bahia (9); Paraná (7); Pernambuco (5); Goiás (5); Distrito Federal (5); Minas Gerais (3); Ceará (3); Pará (3); Rio de Janeiro (3); Rio Grande do Norte (2); Mato Grosso (2); Mato Grosso do Sul (1) e Espírito Santo (1). Com relação ao número de óbitos, São Paulo registrou 55, seguido de Santa Catarina (3); Ceará (2); Bahia (2); Minas Gerais (2); Mato Grosso (1); Mato Grosso do Sul (1); Goiás (1); Rio de Janeiro (1); Pará (1) e Rio Grande do Norte (1).

Por meio de nota, o ministério informou que está monitorando os casos de H1N1 nesses estados por meio das vigilâncias locais. Diante desta realidade epidemiológica, a campanha nacional de vacinação contra o H1N1 deverá começar no dia 30 de abril.

 

Prof. Dr. Vicente de Paulo Teixeira Pinto (Professor

do Curso de Medicina da UFC-Campus de Sobral)   

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