Cáritas realiza curso de criação de galinhas caipiras crioulas com mulheres do projeto redes Ecoforte

Curso de criação de galinhas

A comunidade de Boa Vista/Rocha, Forquilha-CE, sediou nos dias 30 e 31 de março de 2016, a II Oficina de mulheres, através do Projeto Redes Ecoforte, executado atualmente pela Cáritas Diocesana de Sobral em parceria com a Cáritas Diocesana de Itapipoca. Estiveram reunidas 30 mulheres agricultoras, vindas 6 comunidades, respectivamente de 6 municípios das regiões de Itapipoca e Sobral.

A abertura do curso foi marcado pela presença de autoridades locais, como o prefeito do município de Forquilha, uma representação da câmara de vereadores e entidades como a EMATERCE, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e representação de jovens da Escola Família Agrícola de Tianguá – EFA – Ibiapaba.

A temática do curso foi a Criação de Galinhas Caipiras Crioulas na perspectiva de preservação das sementes animais. As mulheres que sempre foram as protagonistas na preservação das sementes galinhas são também as que irão ser beneficiadas com apoio de 8 implementações de apoio à reprodução das mesmas. Nesse sentido, os galinheiros irão ser uma extensão das casas de sementes.

O curso foi uma construção coletiva entre o conhecimento que as mulheres já têm e o conhecimento técnico da assessoria. Refletiu-se sobre o manejo sanitário e alimentar e prevenção das principais doenças. As rodas de conversas e os trabalhos em grupos se uniram às risadas dentre cada depoimento nas trocas de idéias entre as mulheres.

A palavra CUIDADO se relacionou com a alimentação diversificada que as próprias mulheres irão produzir nos roçados, sendo uma alternativa local para não comprar a ração com resíduos químicos nas agropecuárias e assim preservar a resistência das galinhas crioulas.

O método adotado para a criação das galinhas irá ser o semi-intensivo, ou seja, terá um espaço organizado para a reprodução e criação das mesmas e ao mesmo tempo uma área de ciscarem e alimentação.

Teve oficinas práticas para confeccionar bebedouros e comedouros a partir dos recursos que estão disponíveis nas comunidades (garrafas pets, bacias velhas). Nesse momento foi perceptível a curiosidade e a vontade de aprender e trocar conhecimento. Os olhares atentos, os questionamentos entre as mulheres demonstraram o interesse de fazer tecnologias simples e que geram o mesmo resultado em relação aos que são ofertadas pelo mercado do agronegócio. O mote central dessa reflexão foi que agroecologia se faz a partir do que temos dentro de nossa casa, no quintal, na comunidade e jamais dependemos de coisas externas.

Para o encerramento desses dias de alegria e aprendizado coletivo entre as mulheres foi realizado um momento avaliativo. Dona Zana uma das participantes do encontro contou que ia voltar para sua comunidade cheia de novidades. “Eu sou agricultora desde que o mundo é mundo, e um encontro como este é muito bom, conhecer novas pessoas e lugares, além de aprender bastante. Eu já criava galinha caipira há muito tempo e muita coisa eu não sabia, aprendi aqui”, afirmou.

Desta forma seguiram de volta para seus lares, otimistas e ansiosos para pôr em prática o aprendizado construído e também com saudade dos encontros e reencontros que cada momento de formação proporciona.

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