CNBB orienta eleitores sobre fiscalização de candidatos, corrupção e caixa 2

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CNBB/Divulgação

Sessão da CNBB na 54ª Assembleia Geral em Aparecida (SP)

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou na quarta-feira (13), durante sua 54ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), as diretrizes para os cristãos nas eleições municipais de 2016.

O texto foi lido pelo bispo Roberto Ferrería Paz, de Campos (RJ), focando na fiscalização dos candidatos durante e depois da campanha eleitoral contra práticas de corrupção.

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Bispo Roberto Ferrería Paz, de Campos (RJ), durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida

“Para escolher e votar bem, é imprescindível conhecer o candidato e suas propostas de trabalhos. É fundamental considerar o passado do candidato e sua conduta moral e ética. A Lei da Ficha Limpa há de ser o elemento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja”, disse Ferrería Paz.

“É preciso estar atento aos custos das campanhas. Cabe aos eleitores observar as fontes de arrecadação dos candidatos e sua prestação de contas. A lei que proíbe financiamento da campanha por empresas é um dos passos que permite devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico, e estanca uma das veias mais eficcazes de corrupção, como atestam os escândalos noticiados pela imprensa”, completou o bispo.

Segundo ele, é preciso combater a “vergonhosa prática do caixa dois, tão comum nas campanhas”.

Nesta quinta (14), a CNBB deve divulgar um documento em que ilustra a posição da Igreja Católica sobre a crise política, tema que tem sido debatido na assembleia.

Na semana passada, Ferrería Paz disse que a Operação Lava Jato, foi “um pouco seletiva” por ter colocado o PT no centro da investigações. “Todos os partidos, numa visão mais fática, praticaram desvios. Cabe ao Judiciário apurar isso.” Ele ressaltou que a CNBB “não é partidária”.

No discurso de hoje, o bispo disse que a CNBB não deve se afastar nem se aproximar dos partidos. “Estamos numa democracia e o cristão tem o direito de militar onde ele encontre seu lugar. Não cabe a nós analisar os partidos, apenas dar orientações a partir da doutrina social para que se escolha os melhores candidatos”, afirmou.

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